Verbanto
Jardim de percursos — o clube
O Clube

Debate como prática, não como competição

O Verbanto existe para quem quer pensar em voz alta, ouvir com atenção e construir argumentos com mais cuidado — sem que isso precise acontecer sob pressão.

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Nossa história

Como o jardim começou

O Verbanto surgiu em 2019 da conversa entre um professor de filosofia e duas pesquisadoras da área de comunicação, todos moradores da Tijuca. A percepção comum era que o Rio tinha uma vida intelectual rica, mas poucos espaços estruturados onde pessoas comuns pudessem debater questões sérias sem precisar pertencer a uma instituição acadêmica ou política.

As primeiras sessões aconteceram numa sala emprestada, com sete participantes e uma única regra: cada pessoa teria o mesmo tempo de fala. O formato foi ajustado ao longo dos meses, incorporando elementos de modelos internacionais de debate parlamentar, adaptados para funcionar em português e com as referências culturais que fazem sentido no contexto carioca.

Hoje o clube reúne regularmente entre vinte e trinta pessoas por sessão, com um núcleo estável de associados e uma lista de ouvintes que cresce a cada temporada aberta. A sede é um espaço na Rua Haddock Lobo, no centro da Tijuca, de fácil acesso tanto para quem vem do metrô quanto para quem mora nos bairros vizinhos.

Em 2023, o Verbanto formalizou sua primeira parceria com um projeto social do bairro, levando o formato de rodas de debate para adolescentes que frequentam o contra-turno escolar. Essa linha de trabalho cresceu e hoje representa uma parte importante do que o clube faz — e de como pensa seu papel na cidade.

Missão e valores

O que nos orienta

Escuta antes da fala

O debate começa por quem ouve. Formamos pessoas que sabem acompanhar um argumento antes de respondem a ele.

Rigor sem rigidez

Trabalhamos com estrutura e com método — mas sem perder a naturalidade da conversa ou transformar o debate em performance.

Acesso amplo

O debate estruturado não é para um grupo restrito. Trabalhamos para que mais pessoas — de trajetórias diversas — possam participar.

Equipe

Quem conduz as sessões

LM

Lucas Mendonça

Coordenador Geral

Professor de filosofia, conduziu as primeiras sessões do clube e desenvolve os formatos de debate adaptados ao contexto brasileiro.

CR

Camila Ramos

Coordenadora de Mentoria

Pesquisadora em comunicação, lidera o programa de progressão e acompanha individualmente os participantes em desenvolvimento.

FA

Felipe Andrade

Coordenador de Parcerias

Educador com experiência em projetos sociais, responsável pelas parcerias com centros juvenis e programas comunitários no Rio.

Como trabalhamos

Padrões das sessões

Tempo igualitário

Cada participante tem o mesmo limite de fala em cada rodada. Ninguém domina a sessão por volume ou velocidade.

Moções acordadas

Os temas são escolhidos com antecedência por membros e coordenadores, publicados no plano da temporada.

Avaliação sem ranking

O feedback é descritivo, voltado ao desenvolvimento individual, não a uma classificação entre participantes.

Privacidade dos dados

Informações dos membros são usadas apenas para gestão interna e comunicação relacionada ao clube.

Conduta respeitosa

O clube tem um código de conduta claro: o debate é sobre ideias e argumentos, não sobre as pessoas que os sustentam.

Revisão de ciclo

Ao fim de cada temporada, coordenadores e membros revisam formatos, temas e processos para o ciclo seguinte.

O clube em contexto

Debate estruturado no Rio de Janeiro

O Verbanto trabalha com formatos de debate que têm raízes no modelo parlamentar britânico, adaptados ao contexto da língua portuguesa e às referências que circulam no Brasil. Não se trata de reproduzir um modelo estrangeiro, mas de usar uma estrutura que já mostrou funcionar em muitas culturas para criar algo com características próprias — carioca no ritmo, rigoroso no método.

A Tijuca foi escolhida como sede por ser um bairro central, bem conectado ao restante da cidade, com uma população diversa e uma tradição cultural que valoriza a conversa pública. Ao longo dos anos, os membros vieram de bairros diferentes — Maracanã, Vila Isabel, Grajaú, São Cristóvão — e de trajetórias profissionais igualmente variadas: professores, estudantes de direito, jornalistas, servidores públicos, designers.

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